EQUIPAS DE APRENDIZAGEM

Uma das consequências da antropologia defendida pelo Projecto Sofia é a interacção face a face. O melhor daquilo que acontece entre os seres humanos acontece face a face. Porque há-de a aprendizagem fazer excepção?
Os aprendentes sejam positivamente desafiados a organizarem-se em pequenos grupos ou equipas de trabalho na sala de aula.


O rosto do outro responsabiliza, a sua inteligência desafia
O motivo principal é de ordem antropológica: a presença face a face coloca frente a frente os estados de alma que os rostos das pessoas espelham. A proximidade física responsabiliza e desafia: coloca ao alcance da mão, da inteligência e do coração as alegrias e as angústias de cada um, as soluções e os problemas, os talentos e as necessidades.

A solidariedade compensa
Os motivos secundários são de ordem da eficácia e de ordem económica: a cooperação voluntária e desinteressada enriquece imediatamente os cooperantes e é imprescindível ao sucesso futuro no mundo do trabalho. A solidariedade voluntária paga-se a si mesma em “moeda” da inteligência, do coração e da banca.

Dimensão e constituição dos grupos
Teoricamente os grupos podem variar de dimensão para se ajustarem às condições físicas da sala de aula ou a outras conveniências. Na prática recomenda-se o número de três elementos: são grupos suficientemente numerosos para facilitar a partilha e suficientemente pequenos para desencorajar divisões internas.
Por razões antropológicas e de eficácia, aconselha-se a que sejam heterogéneos. São de considerar todos os critérios presentes de heterogeneidade: sexo, inteligências múltiplas, qualidades, esforço, rendimento, vivacidade…


Na relação face a face, a ratio privilegiada é a de “um para um ” e não a de “um para muitos“. De coração a coração e de inteligência a inteligência, o professor desafia cada aprendente e cada aprendente desafia e deixa-se desafiar por cada um dos colegas do grupo ou da turma.